Quando a ponta de uma vida te encontra
Quer contar o mundo
Quiçá prever o futuro
Reflexos de morno crepúsculo nas retinas
Deseja desvendar segredos
Quando as pontas da corda se unem para uma cantiga
Eu ainda quero cantar
Olá!!Bienvenidos!zdravstvuyte!welcome!Bienvenue!Bem-vindo!Há aqui um "poucadinho" de literatura, comentários sobre livros, histórias e afins!!!
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
domingo, 10 de outubro de 2010
Isolda
Boneca Isolda
Toca o berrante velho, Isolda!
E feliz, e leve, e frouxa
Brinca no ar a cabeleira solta
Boneca de pano, boneca de louça.
Frágil bibelô que cora à toa
O que será de ti bela?
Finos traços, amores bordados
Guarda bem teus segredos de moça
Gira no ar, traspassa e voa...
Roda o vestido de seda velha
Ampara a esperança doura
Toca o passo breve
Sonha a fortuna vindoura
Donzela; tua sorte é outra!
Toca o berrante velho, Isolda!
E feliz, e leve, e frouxa
Brinca no ar a cabeleira solta
Boneca de pano, boneca de louça.
Frágil bibelô que cora à toa
O que será de ti bela?
Finos traços, amores bordados
Guarda bem teus segredos de moça
Gira no ar, traspassa e voa...
Roda o vestido de seda velha
Ampara a esperança doura
Toca o passo breve
Sonha a fortuna vindoura
Donzela; tua sorte é outra!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Horas tristes da tarde
A cor da tarde esconde o brilho do olhar
A luz ilumina o arroio que teus olhos insistem em conter
Na margem tu desenhas displicente a vã visagem
A memória: não te deixa adormecer
Tua morada ressequida persiste
Não há o que temer
A não ser o brilho triste da verdade
A correr, torrente em segredo
Tens saudades e medo
A chuva tarda na terra rachada, cantam as cigarras
No porão, os fragmentos, roem as traças
Acaba-se tudo, mas tu teimas em tecer
Mostra um dos tesouros de antigas paragens
Racha o seu imenso jaspe
Para que tu não perdures o anoitecer
A luz ilumina o arroio que teus olhos insistem em conter
Na margem tu desenhas displicente a vã visagem
A memória: não te deixa adormecer
Tua morada ressequida persiste
Não há o que temer
A não ser o brilho triste da verdade
A correr, torrente em segredo
Tens saudades e medo
A chuva tarda na terra rachada, cantam as cigarras
No porão, os fragmentos, roem as traças
Acaba-se tudo, mas tu teimas em tecer
Mostra um dos tesouros de antigas paragens
Racha o seu imenso jaspe
Para que tu não perdures o anoitecer
sábado, 4 de setembro de 2010
Quando a saudade aperta
Ao ausente
Vives em um mundo sem presente ou futuro; mudo
Já não há mágoas, desejos, aurora e crespúsculo
Nada se alterna ou enverga
Na ausência do vento não há palavras, bom dia, tão pouco perdão
Vagas no escuro
Dormes no ar
Caminhas na pequena chama onde encerra a saudade
Brilhas no coração
Na madrugada voltas sorrindo, insistente, alegre num instante-absurdo
Queres habitar em meus sonhos e ressuscitar por segundos
Reunir a família extinta, compartilhar as novidades; tudo
Nada pedes, enfim, permanece em teu riso, silêncio absorto
No teu olhar triste não cabe conforto
As horas custosas de outrora cismam em ficar
Por que ainda não repousas?
Porque eu continuo a te chamar!?
Não se aborreça comigo dá-me a última ilusão
Também é penoso continuar anos sem consolo
Não há futuro ou presente para ti é verdade
Relembro o passado somente, o amor que foi muito
Lamento a nossa convivência que durou pouco.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Retrato
Retrato
Para a minha querida avó
Momento calado
Preto, branco, mas com o colorido da alma
Olho com calma a ilusão de um doce instante
Momento registrado
Nos olhos dela brilha o que já morreu!
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